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| Revolução
americana

Muda
o estilo, muda o motor, mas a V-Rod mantém
o carisma inerente a uma Harley-Davidson
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Fale
sobre Harley-Davidson e logo vem à mente
uma imagem clara: customs clássicas,
com acabamento e estilo extremamente bem
cuidados e... caríssimas. A empresa americana,
que quase faliu nos anos 60/70, praticamente
inventou esse tipo de motocicleta.
Sucesso empresarial também vem à cabeça.
Nos anos 90, a marca fundada em 1903 por
S. Harley e Arthur Davidson tornou-se uma
das mais bem-sucedidas empresas do ramo,
principalmente se levarmos em conta que
produz apenas motocicletas. Suas customs
inspiraram um sem-número de cópias. Até
a BMW e a Moto Guzzi enveredaram por esse
caminho.
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| Essas
cópias inicialmente não ameaçavam as Harleys,
até porque poucas acertavam o estilo como
ela. Mas, já algum tempo, várias marcas,
sobretudo japonesas, começaram a criar "harleys"
perfeitas em estilo e superiores em todos
os outros quesitos -- em especial preço
e desempenho. A quase centenária empresa
de Millwauke continuava presa a variações
sobre o mesmo clássico V-twin refrigerado
a ar que, apesar de muito bom em suas versões
mais modernas, não podia competir com os
modernos propulsores nipônicos.
Já há algum tempo a imprensa americana vem
praticamente exigindo uma atitude da empresa,
que é um verdadeiro orgulho nacional. Vários
boatos começaram a circular, alguns deles
extremamente interessantes: motores V4 com
mais de 2,0 litros de cilindrada ou mesmo
um V8 de 2,2 litros estariam sendo preparados.
Um rumor era verdadeiro: a famosa divisão
de engenharia da Porsche estaria envolvida
no projeto.
Realmente era a hora de fazer algo. Os usuários
tradicionais de Harley estão envelhecendo
e os jovens entram no mundo das motocicletas
comprando modelos japoneses. Felizes com
eles, tendem a ignorar tradições. E as novas
Yamaha 1600 V-twin e Honda VTX 1800 mostram
sobremaneira as deficiências das Harleys,
até para os mais ferrenhos tradicionalistas.
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O motor vai
a 9.000 rpm e entrega 115 cv, potência superior
ao que se espera de uma custom.
Uma árvore contra-rotativa atenua as vibrações,
outro rompimento com as tradições da marca.
Acima o painel da V-Rod
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| Os
boatos chegaram ao fim com o lançamento
da nova e moderna VRCS-A V-Rod. Com tanta
expectativa em cima desse modelo, o resultado
pode ser um certo anticlímax, mas deixado
esse aspecto de lado, é uma moto interessantíssima
e uma bem-vinda revolução para a Harley.
O motor segue a prática usual nas customs
japonesas: um V-twin (dois cilindros
em V) refrigerado a água (mas aletado por
questões de estilo), com duplo comando,
quatro válvulas por cilindro, câmaras
de combustão hemisférica e vela de ignição
central. As velas dispensam cabo e a alimentação
recorre à conhecida injeção eletrônica da
Harley, já usada nos V2 "a ar". Continua
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