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Expresso
noturno

Com peculiar acabamento negro e poucos
cromados, a
Night Train 1340 rompe uma tradição da Harley-Davidson
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À
beira de completar 100 anos de existência,
a Harley-Davidson garante uma façanha que
nenhuma outra marca de veículos, sejam motos
ou automóveis, conseguiu: conservar uma mesma
linha básica em todos os seus modelos, por
toda sua história, sem que isso interfera
negativamente nas vendas. Pelo contrário:
a fidelidade ao estilo é que garante à Harley
mercado certo e a paixão de milhares de aficionados
mundo afora.
Todos os modelos têm seus destaques, peculiaridades
e podem convencer o "harleiro" a comprá-los,
mas a Night Train 1340 consegue isso de imediato,
com sua aparência enigmática. |
| O
estilo Harley mantém-se há quase um século,
mas esta versão de 1.340 cm3 atrai pela sobriedade
do acabamento |
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O
copiadíssimo motor de dois cilindros em V refrigerado
a ar dessa Harley é chamado Evolution OHV pela
marca. A sigla, de over head valve, indica
que possui as válvulas no cabeçote e não o comando,
que fica no bloco. Tem lubrificação por cárter
seco; o reservatório de óleo fica sob o banco.
Os cilindros estão inclinados a 45 graus e a
cilindrada chega a 1.338 cm³, um dos maiores
motores da empresa -- há versões de 1.450 cm³.
Mais que a potência máxima de 58,5 cv a 5.000
rpm, a Night Train cativa pelo torque máximo
de 7,9 m.kgf disponível já a 3.500 rpm -- uma
força em médios regimes característica de toda
custom. O ronco que sai pelo escapamento
é grave, cadenciado e único -- para dar um basta
às cópias, a Harley-Davidson o patenteou nos
Estados Unidos.
A velocidade máxima fica em torno dos 170 km/h:
nada mal para uma motocicleta que não tem compromisso
com a aerodinâmica e sim com o conforto. No
entanto, acima de 120 km/h -- velocidade ideal
de cruzeiro -- a vibração é incomoda e causa
desconforto. |
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Mais que
os 58,5 cv de potência, o que importa no tradicional
V2 da Night Train (aqui mostrado em outra versão
da Harley) é o elevado torque, 7,9 m.kgf, para
um dirigir tranqüilo e prazeroso |
Os
instrumentos descansam sobre o tanque. Há um
velocímetro com escala até 220 km/h, hodômetros
digitais em mostrador único e luzes-piloto --
e só. O destaque fica por conta de um grande
botão de ignição, que elimina o contato e sua
chave. Basta girá-lo para a esquerda e acionar
o interruptor da partida elétrica. Para a direita
ele mantém as luzes acesas e o travamento é
feito com o botão na posição central, através
de uma típica chave Harley octogonal.
Algumas soluções são bastante úteis, como as
luzes de direção desativadas automaticamente
ao se acelerar a moto após dobrar uma esquina,
por exemplo -- há também a possibilidade de
desligá-lo com um segundo toque no botão. O
descanso lateral conta com um sistema de mola
e alavanca, que o deixa leve quando está recuado
e se permite suaves balanços quando baixado.
Mas é tão eficaz que não desarma mesmo se a
motocicleta for estacionada em uma ladeira.
O suporte da placa foi colocado diretamente
no quadro, para eliminar ruídos causados pela
vibração. O tanque é divido em dois, mas há
ligação entre os lados através de uma mangueira
estreita, que visa a impedir que o combustível
passe rapidamente de um lado para outro; por
isso é necessário encher as duas cubas na hora
do abastecimento. Por tendência, os lados esvaziam
igualmente quando são completados na mesma proporção. |
| Seja
com roda raiada, como na foto, ou lenticular,
como na Night Train, a traseira de uma Harley
tem caráter: transmissão por correia, grande
freio a disco e amortecedores ocultos para
lembrar as antigas "rabo-duro" |
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A
alimentação do motor é feita através de uma
única torneira de combustível, que se fecha
automaticamente por vácuo quando o motor é desligado.
O guidão é reto, curto e montado numa posição
alta. Isso facilita manobras no trânsito urbano,
mas não aquelas em baixa velocidade.
Por fim, duplos amortecedores traseiros estão
na horizontal e debaixo do motor, para que o
visual lembre as antigas e clássicas suspensões
"rabo duro", que eram rígidas. Como itens que
identificam prontamente uma Harley-Davidson
há a roda traseira lenticular e a transmissão
por correia dentada em vez de corrente metálica.
Continua |
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